Seguro de Vida: o que é, quanto custa e como funciona essa modalidade de proteção

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Ninguém poderia imaginar que passaríamos por uma pandemia e que, por causa dela, a procura por seguro de vida aumentaria consideravelmente.

É natural que isso tenha acontecido (e ainda esteja acontecendo). O mais surpreendente é que o principal crescimento foi registrado entre as pessoas mais jovens – cerca de 120%, de acordo com a matéria da CNN Brasil, publicada em maio deste ano.

O motivo? O medo de deixar familiares e outros dependentes desamparados, sobretudo em caso de morte.

Mas, você sabe realmente o que é um seguro de vida, para que serve e como ele funciona? Além dessas perguntas, outras dúvidas como: quanto custa, como aderir, qual o melhor produto e o que é uma apólice de seguro de vida são comuns entre as pessoas que se interessam pelo assunto.

Vamos falar sobre isso. Continue a leitura e veja como adquirir um seguro de vida (de forma mais consciente).

Boa leitura!

Seguro de vida durante e pós-pandemia  

Um recente registro feito pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) nos dá uma ideia do boom na busca por seguros de vida: foi registrado um aumento de 11,4% na contratação de seguros de vida em todo o país, até novembro de 2020. De acordo com a instituição, esse número pode ser ainda maior se considerarmos as particularidades das seguradoras e as características do seguro.

Resumindo, o mercado movimentou mais de R$ 4,3 bilhões neste segmento, no auge da pandemia causada pelo novo Coronavírus.

Diante de tantas incertezas e da ideia de que não temos controle sobre o futuro, a tendência é que este número aumente já que uma boa parcela dos brasileiros passou a olhar para o seguro de vida como uma proteção individual ou familiar. Cada vez mais pessoas vão passar a incluir o seguro de vida no planejamento financeiro, a exemplo do que ocorre em diversos países do mundo.

Por isso, é bom que você entenda um pouco mais sobre essa modalidade de proteção.

O que é seguro de vida

Engana-se quem acredita que um seguro de vida está relacionado somente aos casos de morte.

O seguro de vida é um produto financeiro que deixa você, seus familiares ou outros dependentes segurados em caso de sinistros como: morte, invalidez causada por acidente, doença grave etc. Ele ajuda a mitigar o desconforto da ausência do provedor ou da capacidade financeira.

Vale lembrar que a aquisição deste produto está relacionada à busca por qualidade de vida, mais tranquilidade quanto ao futuro e para resguardar o beneficiário diante das incertezas do dia a dia. Como o próprio nome já diz, a ideia é transformá-lo em um seguro para toda a vida.

Para que serve o seguro de vida?

Basicamente, o seguro de vida serve para deixar os beneficiários em uma situação mais confortável diante de um infortúnio, seja qual for desde que esteja contemplado na apólice de seguro. E aqui estamos falando de dinheiro mesmo. Acredite, a falta dele pode tornar as coisas ainda mais complicadas em casos de sinistros. Em geral, os seguros são feitos para proteção em caso de sinistros:

  • Invalidez por acidente;
  • Perda da renda financeira;
  • Doença grave;
  • Morte natural ou acidental (inclui assistência funeral).

Quais as principais vantagens em adquirir um seguro de vida?

Uma das grandes vantagens do seguro de vida é a rápida liquidez, ou seja, o beneficiário terá fácil acesso ao valor do seguro, em caso de sinistros.

Mesmo com toda informação que circula hoje em dia, uma pessoa nem sempre consegue ter a real dimensão de todos os atributos que um seguro de vida oferece, como as assistências que podem ser utilizadas durante a vigência do contrato, por exemplo.

É possível ter terapia online, assistência pet, internação hospitalar etc. com um seguro de vida? Sim, é possível agregar valor na vigência da apólice do segurado com assistências médicas e de serviços. Basta que, antes de contratar, você faça uma análise do que é melhor para você e seus dependentes.

Apesar de nós brasileiros não termos a cultura fundamentada na “proteção”, a contratação de seguros entre jovens, com até 20 anos de idade, vem crescendo consideravelmente. O interesse de pessoas entre 40 e 50 anos também está aumentando.

Podem ser várias as razões: mudança de comportamento quanto a finitude da vida, maior acesso às informações, versatilidade dos produtos oferecidos no mercado etc.

Qual é o melhor seguro de vida para mim?

O melhor seguro de vida é aquele que pode ser usado em vida! Confira as 6 dicas que podem ajudar você na hora da escolha e faça um checklist:

1) Qual a necessidade da prestação do serviço?

Pense nisso e entenda que o melhor produto é aquele que atende aos seus objetivos. Portanto, defina qual a sua necessidade e condição financeira atual, já que você vai assumir um novo compromisso por um longo tempo, certamente.

2) Seguindo o primeiro item, analise o que cabe no seu bolso. 

De nada vai adiantar contratar um seguro de vida se você não tiver condições de mantê-lo como despesa fixa (o prêmio – ou mensalidade – é pago mensalmente).

É extremamente importante que o seguro não comprometa exageradamente a sua renda financeira a ponto de você não conseguir dar continuidade à essa proteção e, ao mesmo tempo, esta proteção deve ser minimamente cabível dentro de uma necessidade futura.

3) Conheça o serviço que está contratando.

É de extrema importância que você conheça os pontos mais delicados do seu contrato de seguro de vida.

4) Se identificou a necessidade, não adie a contratação.

Apesar da grande procura, as apólices de seguro de vida para pessoas com idade muito avançada não são aceitas. As seguradoras fazem uma análise de risco sobre o estado de saúde do interessado e a previsão de longevidade (uma média do tempo de vida) para fazer a aceitação do seguro ou não.

A partir disso, a apólice do seguro de vida pode ser padrão, com uma sobretaxa (um custo maior) ou simplesmente não ser aceita.

5) Fique atento ao que é e o que não é coberto pelo seguro.

Deve existir uma relação de transparência entre o segurado e a seguradora. Use de total sinceridade, caso contrário terá problemas na hora de solicitar o pagamento do seguro/indenização.

Os questionários são necessários para se ter o melhor cálculo do prêmio do seguro a ser pago. Preencha-os da forma mais completa possível, relatando problemas de saúde, medicamentos utilizados etc.

6) Entenda os prazos de carência da apólice de seguro.

Carências são os prazos estabelecidos entre a assinatura do contrato e a data permitida para utilização das coberturas contratadas. As seguradoras têm particularidades que devem ser esclarecidas, ou seja, as apólices podem apresentar diferenciações. Fique atento.

Quanto custa e qual a vigência de um seguro de vida?

Você já ouviu a frase “seguro é feito para não usar”? Pois bem, a vigência de uma apólice de seguro de vida se dará por toda a vida ou enquanto o segurado efetuar o pagamento do prêmio (mensalidade) acordado em contrato. Em caso de sinistros, os valores dos prêmios e indenizações são pagos após a conclusão do processo de solicitação de pagamento.

Você já parou para pensar quanto custa um seguro de vida?

Esse benefício, e suas coberturas, devem ser apresentadas de uma maneira muito clara, permitindo que você entenda as alternativas e monte um bom pacote. Saiba que é possível customizar um seguro de vida de acordo com o seu perfil: pacote leve, pleno ou pacote total – você pode escolher e adicionar os benefícios que considerar mais importantes.

Os seguros de vida são democráticos, ou seja, qualquer pessoa pode contratar por um valor mensal relativamente baixo.

Como estabelecer o valor de um seguro de vida?

Pense em sua renda líquida. Você possui recursos de curto prazo suficientes para subsistência no padrão de vida atual dos seus dependentes ou beneficiários? Por quanto tempo?

Geralmente, essa conta é feita para que os beneficiários consigam se manter entre 2 e 3 anos. É um período para que eles se reestruturem até que um inventário seja concluído, por exemplo.

É caro? A resposta para essa pergunta é: depende.

É possível contratar um seguro de vida pagando um prêmio de R$ 25 por mês. Com esse valor, muitas famílias conseguem se reestruturar na ausência do progenitor da renda. E tem apólice que, em caso de sinistro, pode cobrir até R$ 3 milhões.

Não estamos falando de uma poupança ou um título de capitalização que poderá ser sorteado amanhã, o seguro de vida representa uma despesa fixa. E por se tratar de uma precaução para uma fatalidade, a parcela do prêmio deve comprometer, no máximo, até 4% da renda financeira do segurado.

É importante que você faça a relação entre o quanto pagar, quanto os dependentes receberão em caso de sinistro e por quanto tempo eles conseguirão se manter com o valor a ser recebido. E cuidado para não se tornar um “cliente subsegurado”: aquele que paga um valor baixo por mês e, consequentemente, receberá um valor baixo (por pouco tempo) em caso de sinistro.

Além da variação dos valores de contratação, o seguro de vida pode ser customizado de acordo com a necessidade de cada um dos segurados.

Por que ter um seguro de vida personalizado?

As diferentes fases da vida provocam constantes mudanças de planos, concorda? Com o passar dos anos, sofremos transformações e as nossas necessidades também são transformadas de acordo com o nosso amadurecimento. Naturalmente, questões relacionadas ao futuro, estabilidade financeira e segurança passam a fazer parte dos nossos planejamentos de vida.

Procuramos meios que nos deixem mais preparados para as incertezas do dia a dia. Vamos falar sobre a importância do seguro de vida nas 3 fases da vida?

1) Durante a juventude

Quando se é jovem, a preocupação com o futuro pode ser, muitas vezes, adiada ou totalmente ignorada. Mas, é nessa fase que as incertezas sobre estudos, carreira profissional ou família também podem surgir.

Imprevistos são imprevistos! Quer ver? Você não sai de casa com a intenção de sofrer um acidente de trânsito, não é? Dados do Seguro DPVAT podem ser um bom exemplo de que precisamos nos resguardar. Em 2019, foram registradas 30.371 mil mortes em acidentes de trânsito no Brasil. Pessoas com idades entre 25 e 34 anos foram as principais vítimas.

E como manter as despesas pagas se a renda mensal ficar comprometida em caso de acidente ou doença grave? 

Nestes casos, um seguro de vida por invalidez ou doenças graves pode ser importante para manter a estabilidade financeira.

Veja um exemplo:

Uma pessoa com 30 anos de idade, com renda mensal de R$ 3 mil, poderá receber um seguro em torno de 72 mil reais, pagando R$ 42 reais/mês. O plano pode contemplar coberturas, como: doenças graves, invalidez por acidente, morte natural ou acidental e assistência funeral.

Jovens que são arrimo de família também é uma realidade comum hoje em dia (por terem filhos precocemente ou por sustentarem os próprios pais). A longo prazo, as despesas do dia a dia (alimentação, habitação, saúde, estudos etc.) podem pesar no orçamento, caso aconteça algum imprevisto que comprometa a renda financeira.

Vamos fazer outra simulação: pagando um prêmio de R$ 48/mês, essa mesma pessoa poderá receber uma indenização de, aproximadamente, R$ 108 mil, em caso de sinistro.

Sem contar que quanto mais cedo o seguro de vida for contratado, mais acessível será o valor e você ficará protegido por mais tempo até a sua maturidade ou senioridade.

2) Durante a maturidade

Nesta fase, podemos estar no auge da capacidade produtiva e consolidando carreira, família etc. e nada pode atrapalhar os nossos planos para o futuro, concorda?

Apesar de todo empenho e planejamento, a verdade é que não temos domínio sobre acontecimentos externos (quem esperava viver uma pandemia?). O seguro de vida pode garantir a proteção financeira para que o padrão de vida seja mantido em caso de imprevistos, a formação dos filhos até a faculdade, transição do patrimônio para futuras gerações ou se aposentar com mais tranquilidade.

Para exemplificar, pense que aquela pessoa de 30 agora está com 40 anos. Os objetivos avançaram e as necessidades também, mas ela dispõe dos mesmos R$ 3 mil para contratar um seguro de vida. Para receber uma indenização de R$ 180 mil, por exemplo, ela deverá pagar um prêmio de R$ 117/mês, aproximadamente. Lembrando que todos esses exemplos são para apólices com cobertura de doenças graves, invalidez por acidente, morte natural ou acidental e assistência funeral.

Para as pessoas que trabalham de forma autônoma, essas questões devem ser ainda mais planejadas, já que a renda mensal costuma variar de acordo com a demanda. Nestes casos, elas podem contar com um seguro de vida com cobertura de Diária por Incapacidade Temporária, que garante os rendimentos em caso de afastamento por acidente de trabalho.

Quer entender? Imagine que aquela mesma pessoa de 40 anos paga um prêmio de R$ 161 em um seguro de vida, aproximadamente. Ela vai receber uma indenização estipulada para a renda mensal, por 12 meses ou mais, enquanto se recupera de sinistros (acidentes ou doenças que exijam repouso e a impossibilitem de exercer as atividades normais). É bom observar os prazos de carências das coberturas.

Além Diária por Incapacidade Temporária, existem também a Diária por Incapacidade Temporária por LER, DORT, LTC; a Diária por Incapacidade Temporária com Franquia reduzida e a Diária por Incapacidade Temporária com Franquia Reduzida e LER, DORT, LTC.

3) Para além da maturidade (senioridade)

Pode parecer óbvio, mas muitas pessoas quando chegam nessa fase (com uma estabilidade financeira razoável) acreditam que não precisam de um seguro de vida. Para que ele serviria, então?

Além das causas já citadas (doença, acidente ou morte), um fator que pode ser decisivo para a contratação de um seguro de vida na senioridade é a sucessão patrimonial, ou seja, transferência de bens para herdeiros. Os custos que envolvem um processo de inventário costumam ser elevados e podem pesar muito no bolso dos herdeiros. Muitas vezes, esses processos se estendem por um longo período, gerando ainda mais transtorno.

Agora, imagine que a pessoa do nosso exemplo inicial está com 50 anos de idade e deseja fazer um seguro de vida (para facilitar, vamos manter a renda mensal de R$ 3 mil). Para ter direito a uma indenização de R$ 144 mil, por exemplo, ela deverá pagar um prêmio de R$ 287/mês, aproximadamente.

image Seguro de Vida: o que é, quanto custa e como funciona essa modalidade de proteção

Os cálculos para a contratação de um seguro de vida são variados. O ideal é que você consulte uma empresa especializada para ajudar na sua decisão.

Você percebeu que o seguro de vida oferece vários benefícios que podem (e devem) ser utilizados para além de casos de morte, é customizado e cabe em qualquer bolso, pode ser individual ou em grupo (empresarial) etc. Tudo isso com um único objetivo: proteger.

E existe também o seguro de vida em grupo

Essa é uma boa notícia para muitos trabalhadores: em atendimento a exigências legais, muitas empresas de médio e grande porte oferecem o seguro de vida em grupo a todos os seus funcionários, diretores e acionistas. Além da cobertura básica (que pode ser estendida à cônjuges e filhos), são oferecidos outros benefícios em decorrência de invalidez, despesas médicas e hospitalares, doenças graves, cesta básica, cesta natalidade e auxílio funeral.

Por que contratar seguro de vida em grupo para a sua empresa?

Muitas organizações entendem a importância de proteger seus colaboradores e fazem questão de incluir o seguro na lista de benefícios. Além disso, as vantagens para as empresas contratantes são bastantes significativas. Veja:

1)  Transferência de responsabilidade: a empresa transfere a responsabilidade financeira para a seguradora e, em caso de sinistro, ela fica isenta de arcar com os custos à família ou ao empregado.

2) Garantia de pagamento: fica a cargo do seguro o pagamento de sinistro ou indenização, com a garantia de que o valor será pago em muito pouco tempo.

3) Tranquilidade para o empregado: além do amparo para os beneficiários em casos de morte ou invalidez, os segurados também podem contar com assistências social, psicológica e nutricional, bônus por nascimento, cesta natalidade etc.

4) Avanço nas relações trabalhistas: o empregado e seus dependentes podem ser devidamente amparados caso algum imprevisto aconteça. Isso também facilita as negociações trabalhistas entre empregados e empregadores.

Conclusão

Contratar um seguro de vida, em qualquer fase da sua existência, é um passo importante, permanente e deve ser bem planejado. De preferência que envolva toda a família e outros beneficiários.

Atualmente, as informações sobre as melhores opções de seguro de vida podem ser facilmente acessadas e, por isso, merecem uma análise criteriosa do que existe no mercado e a sua real necessidade. Individual ou em grupo, tenha sempre em mente que os seguros de vida vão muito além do amparo em caso de morte e podem (devem) ser utilizados em vida também.

Esperamos que este conteúdo seja útil para você. Entre em contato conosco e descubra nossos planos.

Até a próxima.

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